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Quais são os direitos do paciente em caso de negativa de cobertura pelo plano de saúde

Você teve uma cobertura de tratamento médico negada pelo plano de saúde? Saiba de seus direitos: em caso de negativa de cobertura pelo plano de saúde, o paciente possui o direito ao tratamento, especialmente em situações de urgência ou alto custo. Por isso, conhecer esses direitos assegurados pela legislação brasileira é fundamental para que o paciente possa se proteger diante de práticas abusivas das operadoras.

O que caracteriza a negativa de cobertura

A negativa de cobertura ocorre quando o plano de saúde recusa a autorização ou o custeio de procedimentos, exames, internações ou medicamentos prescritos pelo médico responsável. Em geral, os planos justificam a recusa com base no argumento de que o tratamento não consta no rol da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que o procedimento é experimental ou que existe carência contratual.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) entende que o rol da ANS possui caráter meramente exemplificativo. Dessa forma, esse rol não limita a cobertura obrigatória quando há prescrição médica fundamentada.

Por isso, essa recusa pode configurar prática abusiva e violar o direito à saúde e à dignidade da pessoa humana, garantidos constitucionalmente.

Quais são os direitos do paciente diante da negativa

O paciente que enfrenta uma negativa de cobertura possui direitos que a legislação e a jurisprudência asseguram.
Entre os principais, destacam-se:

  • Direito à informação clara e adequada: o plano de saúde deve informar por escrito os motivos específicos da negativa. Esse documento permite que o paciente compreenda a justificativa e adote as providências cabíveis, tanto administrativas quanto judiciais. Quando a operadora omite essa explicação, ela infringe o dever de transparência previsto no Código de Defesa do Consumidor (CDC).
  • Direito à continuidade do tratamento: em casos de risco à vida ou agravamento da condição clínica, a interrupção do tratamento representa prática abusiva. A jurisprudência garante que, nesses contextos, a continuidade do atendimento prevalece sobre cláusulas restritivas do contrato.
  • Direito à cobertura de tratamentos essenciais: mesmo sem constar expressamente no rol da ANS, o tratamento prescrito pelo médico deve ser garantido, desde que a indicação esteja devidamente fundamentada. A orientação do profissional de saúde, que acompanha o paciente, é a que deve prevalecer, especialmente quando está em jogo a preservação da vida ou a recuperação da saúde.
  • Direito de acionar o Poder Judiciário: se o plano mantiver a negativa, o paciente pode ingressar com ação judicial. Nessa situação, é possível requerer uma tutela de urgência, medida que viabiliza a autorização imediata do procedimento e evita danos irreparáveis à saúde.

Como o paciente deve agir diante da negativa de cobertura

Ao receber a negativa, o paciente deve solicitar que o plano formalize os motivos da recusa por escrito. Esse documento servirá como base para apresentar uma reclamação administrativa junto à ANS ou aos órgãos de defesa do consumidor, e também poderá embasar uma ação judicial.

Na sequência, é essencial buscar orientação jurídica especializada. O advogado irá analisar a legalidade da negativa, verificar os riscos envolvidos e indicar as providências mais adequadas. Em muitos casos, a via judicial se mostra necessária para assegurar o tratamento prescrito. Assim, a atuação rápida da assessoria jurídica pode viabilizar uma tutela de urgência e garantir o acesso imediato ao procedimento indicado.

A importância da assessoria jurídica especializada

Uma assessoria jurídica especializada em Direito da Saúde cumpre papel essencial na defesa dos direitos do paciente. O profissional analisa a documentação médica e contratual, identifica ilegalidades na negativa de cobertura e propõe as medidas legais cabíveis.

Além disso, esse suporte técnico oferece segurança ao paciente e à sua família em momentos de alta vulnerabilidade. Com atuação ética, fundamentada e eficiente, o advogado garante que todas as ações necessárias sejam tomadas com responsabilidade e respeito à legislação vigente.

Se você deseja mais informações sobre esse tema, entre em contato pelo WhatsApp no número (48) 9 9222-0032 ou clique aqui para falar conosco.

Explore outros conteúdos do nosso blog para aprofundar seus conhecimentos sobre os direitos do paciente e ações na área da saúde. Assim, você se manterá sempre bem informado e preparado para agir quando necessário.

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